Por que sair da praticidade de comprar pelo celular para enfrentar trânsito, filas e estacionamento? Apesar do crescimento acelerado do e-commerce, as lojas físicas continuam desempenhando um papel central no varejo brasileiro.
Segundo a CX Trends 2026, 85% dos consumidores compram online, mas 78% também continuam comprando em lojas físicas. Em outras palavras, o digital cresce ao lado das lojas físicas. Para muitos varejistas, a loja deixou de ser apenas um ponto de venda e passou a funcionar também como vitrine da marca, ponto de retirada, centro de distribuição local e espaço de relacionamento com a comunidade.
Se você está curioso sobre o varejo físico, então está no lugar certo. Este guia aborda como o modelo de negócios de lojas físicas funciona, exemplos de varejistas de sucesso e como abrir uma loja física.
O que é uma loja física?
Uma loja física é um local de varejo onde os proprietários exibem seus produtos em uma vitrine física. Os clientes visitam a loja para explorar os itens, conversar com os vendedores, experimentar ou testar produtos e realizar compras.
O termo também é usado para diferenciar negócios com presença física daqueles que vendem apenas online. Pode ser uma grande loja de departamentos, uma boutique de bairro, uma cafeteria pequena ou um showroom com atendimento por agendamento. Se existe uma porta pela qual o cliente pode entrar e comprar pessoalmente, trata-se de uma loja física.
Em geral, lojas físicas compartilham algumas características:
- Um local permanente ou semipermanente em um prédio, shopping, rua comercial ou centro urbano.
- Interações presenciais entre colaboradores de varejo e clientes.
- Entrega imediata do produto, permitindo que o cliente leve a compra na hora.
- Possibilidade de tocar, ver, provar ou testar produtos antes da compra.
- Custos fixos recorrentes, como aluguel, luz, equipe, manutenção e impostos.
Hoje, a loja física também pode fazer parte de uma estratégia maior. O mesmo espaço pode funcionar como centro de atendimento de pedidos online, showroom, ponto de retirada, local para eventos, oficinas, demonstrações de produto ou ativações temporárias.
Exemplos populares de lojas físicas incluem supermercados (como o Pão de Açúcar), lojas de especialidades (como a Droga Raia) e lojas de departamentos (como a Renner).
Como funcionam as lojas físicas?
As lojas físicas vendem produtos diretamente aos consumidores que visitam o estabelecimento. Uma vitrine atraente — muitas vezes complementada por estratégias de visual merchandising — ajuda a chamar a atenção de quem passa pelo local.
Depois de entrar na loja, o cliente pode ver os produtos de perto, tocar neles e avaliá-los antes da compra. Dependendo do tipo de item, também pode haver a possibilidade de experimentação, como em provadores de roupas ou demonstrações de produtos.
Os vendedores geralmente estão disponíveis para orientar os clientes durante a jornada de compra. Eles podem recepcionar os consumidores, esclarecer dúvidas, apresentar opções, verificar a disponibilidade de estoque e oferecer recomendações. O objetivo final é conduzir o cliente até o caixa para concluir a compra e sair da loja com o produto em mãos.
As lojas físicas também podem funcionar como pontos de apoio para estratégias de varejo omnichannel, oferecendo experiências como eventos presenciais, retirada de pedidos na loja, compra online com retirada no estabelecimento (BOPIS) e compra online com devolução em loja física (BORIS).
Vantagens e desvantagens das lojas físicas
Quais são os pontos fortes de abrir uma loja física? E as fraquezas? Veja tudo abaixo em detalhes.
Vantagens
- Alcance clientes que não compram online
- Proporcione experiências de compra mais imersivas e personalizadas
- Integre os canais online e offline de forma mais eficiente
- Fortaleça a confiança e a fidelidade à marca
- Amplie sua presença e relevância no mercado local
Alcance clientes que não compram online
Nem todos usam a internet para comprar. Mesmo com a expansão global do acesso digital, ainda existem potenciais clientes que podem ficar de fora se você optar apenas pelo e-commerce.
A ascensão do e-commerce não tornou as lojas físicas obsoletas; ela destacou como ambas as experiências são importantes para os clientes. Ter uma loja física para complementar sua estratégia de e-commerce atende tanto os compradores online quanto os offline.
Proporcione experiências de compra mais imersivas e personalizadas
Você sabia que os millennials valorizam experiências tanto quanto produtos? Essa é uma das razões pelas quais as lojas físicas continuam relevantes: elas permitem que as marcas criem conexões mais profundas com os consumidores.
Por melhor que seja a experiência de compra online, alguns produtos ainda se beneficiam do contato presencial. Ver, tocar, experimentar e tirar dúvidas pessoalmente pode aumentar a confiança na decisão de compra, especialmente em categorias como moda, beleza e bem-estar.
A Pantys é um exemplo de marca digital que expandiu sua presença para o varejo físico. Em suas lojas, tanto na Pantys Outlet quanto na Útero Pantys, as clientes podem conhecer de perto os diferentes modelos de calcinhas absorventes, tocar os tecidos, entender o funcionamento da tecnologia e receber orientação personalizada da equipe. O ambiente também reforça os valores da marca, criando uma experiência que vai além da simples transação e ajuda a reduzir barreiras para quem está conhecendo a categoria pela primeira vez.
Embora você não precise investir em uma experiência tão específica, as lojas físicas oferecem oportunidades que o e-commerce dificilmente consegue replicar, como demonstrações de produtos, atendimento personalizado, workshops, lançamentos, eventos e outras iniciativas de varejo imersivo que fortalecem o relacionamento com os clientes.
Integre os canais online e offline de forma mais eficiente
Uma maneira de combinar compras online e presenciais é por meio da retirada na loja. Nesse modelo, o cliente compra pelo site ou aplicativo e escolhe uma unidade física para retirar o pedido.
Essa opção atende consumidores que preferem pesquisar e comprar pela internet, mas querem receber o produto mais rapidamente, economizar no frete ou ter mais previsibilidade sobre a entrega. Para os varejistas, ela também aumenta o fluxo de pessoas na loja e cria oportunidades para compras adicionais no momento da retirada.
A Linus, por exemplo, integra os canais online e offline ao permitir que os clientes comprem pelo e-commerce e retirem os pedidos na Casa Linus, loja física da marca em São Paulo. A estratégia faz parte da visão omnichannel da empresa, que busca conectar a experiência digital e presencial de forma mais fluida.
Fortaleça a confiança e a fidelidade à marca
As lojas físicas ajudam a criar confiança de uma forma difícil de reproduzir em negócios que operam exclusivamente online. A equipe pode conversar com os clientes pessoalmente, responder dúvidas, recomendar produtos e oferecer um atendimento mais individualizado.
Esse contato direto reduz incertezas, fortalece o relacionamento com a marca e contribui para a fidelização dos clientes. Além disso, a possibilidade de ver, tocar ou experimentar os produtos antes da compra pode aumentar a confiança na decisão de compra..
Amplie sua presença e relevância no mercado local
Uma loja física também permite atender clientes que vivem, trabalham ou circulam pela região. Em locais com boa visibilidade e fluxo de pessoas, ela pode se tornar parte da rotina da comunidade e atrair consumidores que talvez nunca encontrassem a marca online.
Para pequenos negócios, essa presença local pode ser um diferencial importante. O atendimento mais próximo, o conhecimento das necessidades da vizinhança e a participação na vida da comunidade ajudam a fortalecer o relacionamento com os clientes e a aumentar a relevância da marca na região.
Desvantagens
Gerenciar uma loja física pode ser uma empreitada divertida e lucrativa, mas também apresenta alguns desafios:
Gestão de estoque mais complexa
Os varejistas enfrentam a difícil tarefa de prever com precisão a demanda do consumidor, já que o excesso de estoque pode levar a desperdícios e custos elevados, enquanto a falta de produtos geralmente resulta em vendas perdidas.
Além disso, a loja física costuma ter espaço limitado. Isso significa que nem sempre é possível manter a mesma profundidade de estoque de um centro de distribuição ou armazém de e-commerce. O equilíbrio entre variedade, giro e disponibilidade precisa ser acompanhado de perto.
Altos custos operacionais
As lojas de varejo têm custos substanciais, como aluguel, contas públicas, manutenção e salários de funcionários, que podem ser onerosos, especialmente para pequenos negócios.
Também entram nessa conta despesas com segurança, limpeza, sinalização, seguros, equipamentos de ponto de venda (PDV), decoração e reformas. Muitos desses custos são fixos, ou seja, continuam existindo mesmo em meses de vendas mais fracas.
Concorrência
O setor varejista é altamente competitivo, com lojas físicas e online vendendo produtos semelhantes. Muitas vezes, varejistas de maior porte conseguem praticar preços mais baixos devido à sua escala e a custos operacionais mais eficientes.
Para competir, uma loja física dificilmente vence apenas por preço. Em muitos casos, o diferencial está na curadoria, no atendimento, na conveniência, na rapidez e na capacidade de oferecer uma experiência que o cliente não encontra em um site.
Alcance limitado
Uma loja física pode se tornar uma referência local, mas seu alcance natural é limitado pela geografia. Sem uma presença online, o negócio atende principalmente pessoas que conseguem visitar a loja durante o horário de funcionamento.
Por isso, muitas marcas combinam loja física e e-commerce em uma única operação de varejo. Com sistemas integrados, é possível gerenciar estoque, histórico de clientes, pedidos, retiradas e devoluções em todos os canais com mais consistência.
Loja física vs. e-commerce: principais diferenças
As lojas físicas existem há séculos. Elas permitem que os clientes interajam com produtos e vendedores pessoalmente, além de oferecer a gratificação imediata de sair da loja com a compra em mãos.
Já o e-commerce se refere à compra e venda de produtos pela internet. Sua popularidade cresceu porque os consumidores podem comprar de qualquer lugar, a qualquer hora e com apenas alguns cliques. Não por acaso, o comércio eletrônico brasileiro deve movimentar mais de R$ 258 bilhões em 2026.
Os varejistas mais fortes hoje costumam combinar os dois modelos em uma estratégia omnichannel. Assim, aproveitam a conveniência do digital e a experiência sensorial e humana da loja física.
Aqui estão algumas das diferenças entre lojas físicas e e-commerce:
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Aspecto |
Loja física |
E-commerce |
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Interação com o produto |
Permite ver, tocar, testar ou experimentar os produtos antes da compra. |
A avaliação ocorre por fotos, vídeos, descrições e avaliações de outros clientes. |
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Custos operacionais |
Costuma ter custos mais elevados com aluguel, contas, manutenção e equipe presencial. |
Geralmente tem custos operacionais menores, mas exige investimentos em tecnologia, logística, marketing e armazenagem. |
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Alcance |
Atende principalmente clientes da região onde está localizada. |
Pode alcançar consumidores em todo o país e até em mercados internacionais. |
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Entrega |
O cliente recebe o produto imediatamente após a compra. |
Há um prazo entre a compra e a entrega do pedido. |
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Devoluções e trocas |
Trocas e devoluções podem ser resolvidas diretamente na loja. |
Normalmente envolvem processos de envio e prazos adicionais. |
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Escalabilidade |
O crescimento geralmente exige novas unidades, equipes e estrutura física. |
Pode escalar por meio de tecnologia, logística e investimentos em aquisição de clientes. |
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Experiência do cliente |
Oferece atendimento presencial, demonstrações, experimentação e experiências imersivas. |
Prioriza conveniência, flexibilidade, compras a qualquer hora e autoatendimento. |
Tipos de lojas físicas
- Lojas de departamentos
- Lojas de especialidades
- Supermercados
- Lojas de conveniência
- Espaços guiados por experiência
- Lounges de jogos
- Cafés de nicho
Dê uma olhada mais de perto nesses diferentes tipos de lojas físicas.
Lojas de departamentos
As lojas de departamento — como Magazine Luiza, Renner e Riachuelo — continuam ocupando um papel importante no varejo brasileiro. Juntas, as dez maiores empresas do segmento movimentaram R$ 98 bilhões em vendas em 2024, o equivalente a 7,8% do faturamento das 300 maiores varejistas do país, segundo o ranking TOP 300 do varejo brasileiro.
Essas lojas costumam reunir várias categorias de produtos em um só lugar, como roupas, cosméticos, acessórios e calçados. Muitas funcionam como lojas âncora em shoppings e centros comerciais, atraindo um fluxo constante de consumidores.
Lojas de especialidades
Negócios físicos como Drogasil e Petz se especializam em um único produto ou categoria, sejam itens de melhoria para o lar, cosméticos ou ração para pets. Na maioria dos casos, os compradores visitam lojas de especialidades com um item já em mente.
O diferencial desse formato costuma estar na profundidade do sortimento e no conhecimento da equipe. Um cliente que entra em uma loja especializada espera encontrar variedade, orientação e produtos que talvez não estejam disponíveis em lojas mais generalistas.
Supermercados
Os supermercados são outro exemplo de varejo físico. Redes como Carrefour, Pão de Açúcar e Assaí estão presentes em diversas regiões do Brasil e fazem parte da rotina de milhões de consumidores.
O setor supermercadista brasileiro movimentou R$ 1,067 trilhão em 2024, o equivalente a 9,12% do PIB nacional. Atualmente, o país conta com mais de 424 mil estabelecimentos do segmento, que recebem cerca de 30 milhões de consumidores por dia.
Por comercializarem produtos essenciais, como alimentos, bebidas e itens de higiene, os supermercados geram visitas frequentes e recorrentes. Isso faz desse formato um dos pilares do varejo físico, mesmo em um cenário em que a compra online de alimentos e produtos de consumo diário continua crescendo.
Lojas de conveniência
As lojas de conveniência são pequenos estabelecimentos varejistas localizados em áreas de fácil acesso, como postos de combustíveis, centros urbanos e regiões de grande circulação. Geralmente, funcionam por longos períodos e oferecem produtos para consumo imediato e necessidades do dia a dia, como bebidas, lanches, doces, itens de higiene pessoal e produtos básicos de conveniência.
Lojas como ampm, BR Mania e OXXO ajudaram a popularizar esse formato, especialmente nos grandes centros urbanos. A expansão dessas lojas acompanha a busca dos consumidores por praticidade, rapidez e proximidade.
Embora ocupem uma área menor do que supermercados e hipermercados, as lojas de conveniência desempenham um papel importante no varejo alimentar. O mercado brasileiro de lojas de conveniência movimentou cerca de US$ 35,4 bilhões (aproximadamente R$ 191 bilhões) em 2025. Segundo projeções da IMARC Group, o setor poderá alcançar US$ 46,3 bilhões (cerca de R$ 250 bilhões) até 2034, com crescimento médio anual de 3,04% entre 2026 e 2034.
A principal vantagem desse modelo está na conveniência. Em vez de realizar uma compra completa, os consumidores costumam recorrer a essas lojas para compras rápidas, reposição de itens essenciais ou consumo imediato durante a rotina diária.
Espaços de varejo guiados por experiência
Essas lojas vão além da simples venda de produtos. Elas são projetadas para envolver, educar e entreter os clientes por meio de experiências que fortalecem a conexão com a marca. Demonstrações ao vivo, análises de pele, personalização de produtos, workshops, degustações, oficinas e ativações especiais são alguns exemplos desse formato.
A Pantys, por exemplo, criou a Útero, um espaço multifuncional em São Paulo voltado para conversas, eventos, workshops e experiências relacionadas à saúde íntima, sustentabilidade e bem-estar feminino. A iniciativa amplia o relacionamento da marca com sua comunidade e transforma o espaço físico em um ponto de encontro, não apenas em um local de compra.
O objetivo desse modelo é transformar a visita à loja em uma experiência memorável, criando conexões mais profundas com os consumidores e fortalecendo a percepção da marca.
Lounges de jogos
Algumas lojas combinam varejo e entretenimento ao oferecer espaços dedicados a jogos, competições e atividades em grupo. Esses ambientes ajudam a estimular visitas recorrentes, fortalecem o senso de comunidade entre os clientes e criam oportunidades para a venda de produtos e serviços complementares.
Cafés de nicho
Cafeterias e negócios de alimentação também vêm apostando em conceitos temáticos para se diferenciar. Inspirados em cultura pop, design, hobbies ou comunidades específicas, esses espaços oferecem mais do que comida e bebida: criam uma experiência capaz de atrair visitantes, gerar engajamento e transformar o local em um destino por si só.
Exemplos de lojas físicas
Para entender melhor como as lojas físicas funcionam na prática, vale observar como diferentes marcas usam seus espaços para fortalecer o relacionamento com os clientes, integrar canais e criar experiências que vão além da venda de produtos.
Insider Store
A Insider nasceu como uma marca digital focada em roupas tecnológicas e, após conquistar uma base fiel de clientes online, expandiu sua presença para o varejo físico. Sua loja no Morumbi Shopping, em São Paulo, permite que os consumidores conheçam pessoalmente os tecidos tecnológicos da marca, experimentem as peças e recebam atendimento especializado.
A estratégia complementa o e-commerce ao oferecer uma experiência presencial para produtos cuja proposta de valor está diretamente ligada ao toque, ao caimento e ao conforto.
Havaianas
A Havaianas transformou suas lojas físicas em extensões da personalidade da marca. Além da ampla variedade de modelos, muitas unidades oferecem serviços de personalização, permitindo que os clientes adicionem pins, acessórios e combinações exclusivas aos produtos.
A marca possui lojas próprias em diversas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis, reforçando sua presença tanto para consumidores locais quanto para turistas.
Mondepars
Criada por Sasha Meneghel, a Mondepars aposta em uma experiência física alinhada ao posicionamento premium da marca. Suas ativações presenciais e espaços temporários aproximam os consumidores das coleções e reforçam atributos como design, qualidade e exclusividade.
O ambiente físico ajuda a traduzir os valores da marca e oferece aos clientes a oportunidade de conhecer tecidos, modelagens e acabamentos pessoalmente.
Burberry
A varejista de luxo Burberry opera lojas físicas no Brasil, incluindo unidades no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, no Pátio Batel, em Curitiba, e no VillageMall, no Rio de Janeiro. A marca também ganhou destaque internacional ao inaugurar, em 2020, um conceito inovador de varejo conectado em Shenzhen, na China.
Ao contrário da maioria dos varejistas, a Burberry não criou o espaço apenas para vender mais produtos. Em vez disso, priorizou experiências imersivas que integram os ambientes físico e digital.
Por meio de uma experiência digital integrada ao WeChat, os clientes podem compartilhar suas visitas, acessar conteúdo exclusivo e participar de programas de recompensas. A iniciativa também amplia a presença digital da loja física.
O espaço em Shenzhen foi concebido como um ambiente de descoberta que conecta e recompensa os clientes durante toda a jornada de compra, tanto online quanto presencial. O projeto se tornou uma referência de como lojas físicas podem fortalecer o relacionamento com os consumidores ao combinar tecnologia, engajamento e experiência de marca.
Como abrir sua primeira loja física
- Encontre o local certo
- Escolha um sistema de ponto de venda (PDV)
- Contrate e treine colaboradores de varejo
- Gerencie o estoque
- Experimente lojas pop-up
- Una as compras na loja com o e-commerce
Siga as etapas abaixo para poder abrir sua primeira loja física.
1. Encontre o local certo
É tentador fazer uma oferta para alugar uma vitrine em um movimentado distrito comercial. Mais pessoas passando significam mais vendas no varejo, certo? Não necessariamente.
Onde você abre importa tanto quanto o que você vende. O local certo coloca sua marca diante das pessoas certas, aquelas que já circulam, pesquisam e compram naquela região.
Existem diversos fatores que devem ser considerados ao escolher o espaço ideal para a sua loja, incluindo:
- Localização dos seus clientes
- Tráfego
- Concorrentes
- Facilidade de acesso
- Visibilidade da rua
- Estacionamento e transporte público
- Horários de maior movimento
📚 Leia mais: aprofunde-se com o guia definitivo sobre como escolher o local perfeito para sua loja física.
2. Escolha um sistema de ponto de venda (PDV)
A próxima etapa para abrir uma loja física é escolher um sistema PDV. Esta é a máquina que permitirá que você aceite pagamentos de compradores na loja. Plataformas como o Shopify PDV aceitam a maioria dos métodos de pagamento, incluindo aqueles feitos por aplicativos móveis e cartões de crédito.
A melhor parte é que se você está abrindo a loja para coexistir com seu e-commerce, o Shopify PDV funciona perfeitamente entre os dois. A tecnologia na loja mantém você atualizado sobre os níveis de estoque, ajudando a gerenciar o estoque em vários canais de vendas. Você também poderá oferecer serviços de comprar online e retirar na loja.
Um bom sistema de ponto de venda (PDV) também deve sincronizar pedidos, clientes e produtos em todos os canais. Assim, sua equipe consegue ver histórico de compras, disponibilidade de itens e informações do cliente diretamente no caixa ou em um dispositivo móvel.
- Canais unificados: gerencie o estoque em um só painel, independentemente de a venda acontecer na loja, online ou em uma loja pop-up.
- Múltiplos locais: atualize níveis de estoque em tempo real a cada venda, troca, devolução ou transferência.
- Visibilidade em tempo real: venda com mais segurança quando todos os canais compartilham as mesmas informações.
3. Contrate e treine colaboradores de varejo
Os colaboradores de varejo são a face da sua loja e muitas vezes estão entre as primeiras contratações de uma operação física. Eles fazem o primeiro contato com clientes que precisam de ajuda, respondem dúvidas, recomendam produtos e contribuem para o bom funcionamento da loja e para o aumento das vendas.
Para oferecer uma experiência positiva, a equipe deve conhecer bem os produtos, entender o posicionamento da marca e saber como auxiliar os clientes de forma natural e eficiente. Treinamento adequado, acesso às ferramentas necessárias e processos de checkout simplificados ajudam a tornar a experiência mais fluida tanto para os consumidores quanto para os colaboradores.
Entre as principais responsabilidades dos colaboradores de varejo estão:
- Cumprimentar clientes e auxiliá-los em suas compras
- Processar pagamentos usando seu sistema PDV
- Gerenciar devoluções e trocas na loja
- Criar exibições de visual merchandising para atrair clientes
- Promover programas de fidelidade da marca
- Consultar estoque em outras unidades ou no e-commerce
- Registrar informações de clientes com consentimento para futuras ações de relacionamento
4. Gerencie o estoque
A gestão de estoque é o processo de acompanhar e controlar os produtos disponíveis para venda.
Manter os níveis de estoque atualizados é um dos maiores desafios do varejo. Sem visibilidade adequada, uma loja pode vender itens que já não estão disponíveis ou deixar de aproveitar oportunidades por falta de reposição. O problema se torna ainda maior quando as vendas acontecem em múltiplos canais, como loja física e e-commerce.
Encontrar o equilíbrio também é fundamental. Estoque insuficiente pode resultar em vendas perdidas, enquanto excesso de produtos aumenta custos, ocupa espaço e pode gerar perdas com itens que saem de moda ou têm prazo de validade limitado.
Uma forma de simplificar esse processo é unificar o estoque da loja física e do e-commerce. A Shopify, por exemplo, atualiza automaticamente os níveis de estoque sempre que um item é vendido, independentemente do canal.
Outra estratégia é transformar a loja em um “corredor infinito”. Se um produto estiver indisponível naquele ponto de venda, a equipe pode concluir a compra e providenciar o envio a partir de um centro de distribuição ou de outra unidade com estoque disponível. Assim, a venda não é perdida e a experiência do cliente se torna mais conveniente.
5. Experimente lojas pop-up
As lojas pop-up são uma excelente forma de testar o varejo físico sem assumir o compromisso de um ponto comercial permanente. Em vez de investir em um contrato de longo prazo, muitas marcas utilizam espaços temporários em lojas, shoppings, eventos ou centros comerciais para apresentar seus produtos a novos públicos.
Além de reduzir riscos e custos iniciais, esse formato cria um senso de exclusividade e urgência. Quando os clientes sabem que a loja ou experiência estará disponível por tempo limitado, tendem a visitá-la mais rapidamente e a tomar decisões de compra com menos hesitação.
A Sallve expandiu sua presença física gradualmente. Antes de ampliar sua operação presencial, a empresa apostou em ativações temporárias e formatos menores para aproximar a comunidade dos produtos. Hoje, além da loja própria em Pinheiros, a marca mantém quiosques em diversos shoppings, permitindo que consumidores experimentem fórmulas, recebam orientação e conheçam a marca pessoalmente.
Ao testar pop-ups, acompanhe o desempenho por local, cadastre clientes para ações futuras e ofereça meios de pagamento simples. Isso ajuda a transformar uma experiência temporária em aprendizado para uma futura loja permanente.
6. Una as compras na loja com o e-commerce
Como dito anteriormente, você pode usar sua presença física para impulsionar as vendas online. O varejo omnichannel, que combina os dois canais de compras, está se tornando a norma, não a exceção.
Um cliente pode ver um produto no Instagram, consultar a disponibilidade no site, visitar a loja para experimentar e finalizar a compra mais tarde pelo computador. Nesse caminho, sua loja física funciona como um ativo de marketing que aumenta confiança, lembrança de marca e tráfego em todos os canais.
A maneira mais simples de fazer isso é coletando os endereços de e-mail de seus clientes quando eles compram na loja. Você pode usar essas informações para retargeting, seja incentivando-os a voltar para a loja local ou para comprar online.
Pense também em incentivar os compradores na loja a compartilhar as compras que fizeram com a rede de contato deles. Recomendações de amigos e familiares são as formas mais confiáveis de publicidade. Faça as pessoas falarem sobre sua loja recompensando-as por isso.
Também vale oferecer retirada local, entrega local, trocas e devoluções em qualquer unidade, cartões-presente e programas de fidelidade que funcionem tanto online quanto presencialmente. Para o cliente, o canal importa menos do que a conveniência de uma experiência integrada e sem complicações.
Obtenha um sistema PDV para a sua loja física
Está claro que as experiências de compras em lojas físicas não vão desaparecer. Segundo o presidente da Shopify, Harley Finkelstein: “O varejo nunca vai morrer, porque sempre vai mudar e evoluir com base no que os consumidores precisam. A chave é ser resiliente.”
Se você está considerando explorar o varejo físico para o seu próprio negócio, siga os passos acima para começar hoje.
Perguntas frequentes sobre abrir loja física
O que significa loja física?
Loja física significa que um negócio tem um local físico que os clientes podem visitar pessoalmente, como uma boutique, cafeteria, livraria, supermercado ou showroom. O varejo físico é o oposto do varejo exclusivamente online, embora hoje muitos negócios combinem os dois modelos.
Qual é um exemplo de loja física?
Exemplos de lojas físicas incluem redes como Renner, C&A, Drogasil, Petz e Pão de Açúcar, além de pequenos comércios locais. Nesses estabelecimentos, os clientes podem visitar o espaço, interagir com os produtos e realizar compras presencialmente.
Quais são os tipos de lojas físicas?
Os principais tipos de lojas físicas incluem lojas de departamento, lojas de especialidade, supermercados, lojas de conveniência, espaços focados em experiências, lounges de jogos e cafés de nicho. Cada formato atende a diferentes necessidades e perfis de consumidores
Qual é a diferença entre loja física e varejo omnichannel?
Loja física refere-se ao espaço presencial onde uma empresa vende seus produtos diretamente aos clientes. Já o varejo omnichannel descreve uma estratégia em que a marca vende e se relaciona com os consumidores por meio de canais físicos e digitais integrados.
Como lojas físicas podem competir com varejistas online?
Lojas físicas podem competir oferecendo experiências que o online não consegue replicar totalmente, como atendimento presencial, prova de produtos, retirada local, eventos, curadoria personalizada e recompensas de fidelidade integradas. Quando a loja fisica e o e-commerce funcionam juntos, o cliente ganha mais conveniência e a marca fortalece todos os canais de venda.

